Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% de Flávio, em eventual segundo turno.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando a corrida eleitoral, mas com uma vantagem um pouco menor sobre Flávio Bolsonaro (PL). É o que mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5).
🗳️ Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% de Flávio, em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Isto é, com uma vantagem de cinco pontos percentuais, inferior à distância de oito pontos registrada em julho.
De acordo com a Genial/Quaest, o percentual dos que votariam no petista recuou de 45% para 44% nesse período. Já o daqueles que apoiam o candidato do PL subiu de 37% para 39%.
Flávio também ampliou seu potencial de voto de 38% para 41%, reduziu a rejeição de 57% para 54% e viu a parcela de eleitores com voto definitivo nele subir de 62% para 68%. Ou seja, “recuperou intenção de voto, aceitabilidade e convicção”, nas palavras do diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Já Lula foi na direção oposta. O potencial de voto no petista recuou de 47% para 45%, a rejeição subiu de 50% para 52% e a parcela de votos definitivos ficou em 77%.
O que explica o crescimento de Flávio?
Na leitura do diretor da Quaest, o crescimento de Flávio Bolsonaro é fruto de uma reorganização da direita, que tem levado o eleitor anti-petista a considerar o voto no candidato do PL.
📈 “No 2º turno, Flávio sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas”, explicou.
Segundo ele, dois episódios recentes ajudaram nessa reorganização: a reconciliação entre Flávio e Michelle Bolsonaro e a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibiu o candidato de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar.
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, 59% dos eleitores classificaram como positivo o fato de Flávio e Michelle terem feito as pazes e 46% dizem que o apoio da madrasta eleva as chances de vitória do filho de Bolsonaro. Além disso, 52% dos eleitores consideraram errada a decisão de Moraes que proibiu Flávio de visitar o pai.
“A reconciliação reduziu a divisão e a restrição judicial reativou a percepção de exagero institucional”, avaliou Felipe Nunes.
E a queda de Lula?
Ao mesmo tempo, os fatores que vinham impulsionando Lula perderam força marginal, segundo o diretor da Quaest.
💲 Entre eles, a percepção de que o Novo Desenrola é uma boa ideia e a sensação de que a renda melhorou com a ampliação da faixa de isenção do IR (Imposto de Renda), que recuaram de 55% para 47% e de 32% para 30%, respectivamente.
“Os programas não deixaram de ajudar. O que parece ter diminuído é seu efeito marginal: o ganho político adicional que produzem ao longo do tempo. Tanto que a aprovação [do governo Lula] ficou estável em 48% e a desaprovação em 47%”, explicou Nunes.
Além disso, o percentual dos eleitores que avaliam como negativa a reação de Lula ao tarifaço dos Estados Unidos disparou de 36% para 43% entre maio e agosto, ainda segundo a Genial/Quaest.
“Isso afetou também a disputa pelo discurso de defesa do Brasil. Em julho, Lula superava Flávio por 51% a 34% nesse quesito. Agora, a distância cai de 17 para 8 pontos: 46% a 38%”, acrescentou Felipe Nunes.
Os outros candidatos
Lula também perdeu pontos de vantagem para Flávio Bolsonaro nas intenções de voto do primeiro turno das eleições presidenciais.
📊 Já os demais candidatos seguiram mobilizando cerca de 13% dos eleitores, o que mantém a disputa polarizada entre Lula e Flávio.
Veja as intenções de voto do 1º turno, segundo a Genial/Quaest:
- Lula (PT): 39%;
- Flávio Bolsonaro (PL): 30%;
- Renan Santos (Missão): 4%;
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%;
- Romeu Zema (Novo): 2%;
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%;
- Augusto Cury (Avante): 1%;
- Samara Martins (UP): 1%;
- Indecisos: 10%;
- Branco/Nulo/Não vai votar: 8%.
Apesar disso, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) cresceram em um eventual segundo turno contra Lula, enquanto Romeu Zema (Novo) perdeu tração.
Veja as intenções de voto desses cenários, segundo a Genial/Qauest:
- Lula (PT) x Ronaldo Caiado (PSD): 45% x 37%;
- Lula (PT) x Renan Santos (Missão): 45% x 35%;
- Lula (PT) x Romeu Zema (Novo): 46% x 34%.
A pesquisa Genial/Qauest ouviu 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

