O aumento contínuo no nível do Rio Dourados acendeu o sinal de alerta para os moradores da região sul de Mato Grosso do Sul. Em Fátima do Sul, a água atingiu trechos da tradicional Colônia de Pescadores, deixando em alerta as famílias que residem próximo às margens. A apreensão é intensificada pela previsão do tempo, que aponta para a continuidade de tempestades na região.
Registros visuais feitos no local mostram o grande volume acumulado do leito e a forte correnteza avançando sobre áreas habitadas e próximas às margens.
Outubro Já Registra Volume 50% Acima do Esperado
O cenário crítico é reflexo de um mês de outubro atipicamente chuvoso em Mato Grosso do Sul. Segundo dados da estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste, até o início desta semana, o acumulado de precipitação no município vizinho de Dourados atingiu 219,4 milímetros — um volume 48% superior à média histórica do mês, que é de 148 mm.
Em todo o estado, o volume acumulado já ultrapassa em mais de 50% a expectativa para o período, consolidando este como o mês de outubro mais chuvoso dos últimos dois anos na região. Com o solo completamente encharcado, aumenta o risco iminente de novos alagamentos e do transbordamento de córregos urbanos e rurais.
MÉDIA HISTÓRICA vs. ACUMULADO ATUAL (DOURADOS/MS)
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│ Média Histórica/Outubro │ 148,0 mm │
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│ Volume Registrado │ 219,4 mm (+48%) │
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O Que Provoca o Volume Extremo de Chuvas?
De acordo com meteorologistas, o mau tempo é resultado da ação combinada de múltiplos sistemas atmosféricos:
- Área de baixa pressão: Localizada sobre o Paraguai, impulsiona o transporte de umidade da Região Norte para o Centro-Oeste.
- Corredor de umidade: Favorece a formação contínua de nuvens carregadas.
- Frente fria: Em avanço pelo Sul do Brasil, reforça as instabilidades em Mato Grosso do Sul, provocando temporais acompanhados de trovoadas e ventos fortes.
Recomendações da Defesa Civil e Telefones úteis
Diante do risco elevado de transbordamentos e tempestadesSeveras, a Defesa Civil orienta a população a adotar medidas preventivas:
- Evite áreas alagadas: Não tente atravessar ruas ou pontes submersas a pé ou com veículos.
- Busque abrigo seguro: Durante os temporais, evite se abrigar sob árvores ou estruturas metálicas devido ao risco de descargas elétricas e queda de galhos.
- Acompanhe o nível da água: Moradores de áreas ribeirinhas devem ficar atentos aos sinais de subida rápida do rio e seguir as orientações das autoridades locais.
Contatos de Emergência:
- Defesa Civil: 199
- Corpo de Bombeiros: 193

