Uma força-tarefa deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quarta-feira (21) mira policiais penais suspeitos de integrarem um esquema ilícito de facilitação de entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais proibidos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), em Mato Grosso do Sul.
Batizada de Colete de Troia em referência mitológica ao uso da própria função pública para permitir a infiltração do crime organizado, a operação cumpre dez mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas nos municípios sul-mato-grossenses de Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante, além de Paranavaí, no estado do Paraná.
Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) desde meados de 2024, os servidores públicos utilizavam seus cargos e atuavam em cooperação com detentos e civis. O grupo também se valia de drones para transportar os produtos ilícitos para o interior do estabelecimento prisional, onde o material era distribuído, consumido ou comercializado entre a população carcerária.
Entre os alvos da ação está a residência de uma advogada, cujo cumprimento de mandado foi acompanhado por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS). Até o momento, o órgão ministerial não detalhou o nível de envolvimento da profissional nem informou o número exato de prisões efetuadas ou de policiais penais investigados.
A ofensiva conta com o suporte operacional da Polícia Militar, da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e do suporte técnico do Gaeco paranaense.

