“O Ex que Virou Piada: A Tragicomédia de ‘Cheirinho’ em Pedro Gomes”

Em um típico começo de tarde em Pedro Gomes, onde o calor escaldante parece rivalizar com o fervor dos dramas locais, mais um capítulo da vida de uma mulher vítima de violência doméstica ganhou os holofotes da cidade. Desta vez, o protagonista (ou melhor, antagonista) da história foi ninguém menos que “Cheirinho”, conhecido carinhosamente pela vizinhança. O apelido, que ironicamente contrasta com sua falta de “frescura” em situações de embriagues, ganhou ainda mais notoriedade após os eventos hilários e trágicos que se desenrolaram nesta tarde.

Tudo começou quando “Cheirinho”, em um surto de nostalgia etílica, decidiu que era uma boa ideia aparecer na casa da ex-companheira, para buscar seus pertences. Só que, ao invés de seguir o roteiro de um ex-companheiro civilizado, ele optou por uma abordagem mais… digamos, dramática. Bêbado e com a paciência de um mosquito em um vendaval, “Cheirinho” chegou soltando pérolas do repertório clássico de quem exagerou na cachaça: “Sua puta, vagabunda!” – frases que, convenhamos, estão mais para roteiro de filme péssimo do que para diálogo de Oscar.

Mas “Cheirinho” não parou por aí. Em um ato de “genialidade” alcoólica, ele decidiu que tentar enforcar a ex seria a solução perfeita para seus problemas. Só que ele subestimou um detalhe crucial: a mãe da sua ex. Uma senhora que, apesar da idade, tem mais força e disposição que um lutador de MMA em dia de campeonato. Com um grito de “Sai daí, seu louco!”, ela interveio e salvou a filha, deixando “Cheirinho” mais confuso que um cachorro vendo um pepino pela primeira vez.

A mulher,  claro, não perdeu tempo. Enquanto “Cheirinho” tentava recuperar o fôlego (e a dignidade), ela ligou para a Polícia Militar. Já o nosso “herói”, achando que era o bichão de um filme de ação, saiu da casa fazendo ameaças dignas de um vilão de novela das nove: “Se eu for preso, eu te mato!” – frase que, convenhamos, não ajuda em nada a imagem de alguém que já está com a reputação em frangalhos.

A guarnição policial chegou e, após uma breve investigação (e seguindo o forte odor de cachaça e desespero), encontrou “Cheirinho” na casa da mãe dele, a poucos metros do local do crime. Lá, ele tentava se esconder, mas, como era de se esperar, não conseguiu fugir dos braços da lei. Detido, “Cheirinho” estava visivelmente alterado e com uma escoriação na região lombar que nem ele sabia explicar. “Eu caí? Bati em algo? Não sei, tô meio tonto…”, balbuciou, enquanto os policiais trocavam olhares de “esse cara é uma piada pronta”.

Para garantir que “Cheirinho” não faria mais nenhuma cena digna de reality show, os policiais decidiram usar algemas. E não foi por falta de aviso: ele estava tão agressivo que parecia um touro em rodeio, só que sem a plateia aplaudindo. No caminho para o Hospital Municipal da cidade, ele ainda tentou argumentar que tudo não passava de um “mal-entendido”, mas os policiais já estavam rindo por dentro da situação toda.

No hospital, “Cheirinho” foi atendido e, apesar da escoriação misteriosa, saiu de lá sem grandes danos. Já a mulher, que também foi levada para exames, não apresentava nenhuma lesão aparente – o que só deixou a situação mais cômica, já que “Cheirinho” tentou enforcá-la e não conseguiu nem deixar uma marca.

Na delegacia, “Cheirinho”, agora mais calmo (e provavelmente envergonhado), tentava explicar que tudo não passava de um “momento de fraqueza”.

No final das contas, a história de “Cheirinho” entra nas estatísticas e vira assunto na cidade. E ele, que já era conhecido pelo apelido, agora também é lembrado como o “ex que virou piada”. Resta saber se ele aprenderá a lição ou se continuará a ser o protagonista involuntário das próximas comédias trágicas de Pedro Gomes. Uma coisa é certa: sua sogra já está pronta para o próximo round.

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