Um princípio de incêndio na manhã desta terça-feira (13) colocou em alerta professores, funcionários e alunos que ocupavam o prédio da Secretaria de Educação de Pedro Gomes (MS). O incidente, causado por um curto-circuito em uma tomada, poderia ter terminado em tragédia se não fosse a rápida evacuação do local. Felizmente, não houve feridos nem danos maiores, mas o episódio escancara a negligência da prefeitura municipal com a manutenção básica de prédios públicos, colocando em risco a segurança de quem depende desses espaços diariamente.
O fato de um curto-circuito em uma simples tomada ter sido capaz de provocar um princípio de incêndio revela a precariedade da infraestrutura elétrica do local. A situação é ainda mais grave por se tratar de um espaço que abriga não apenas servidores públicos, mas também alunos, já que o prédio está sendo usado como sala de aula improvisada. A pergunta que fica é: quantos outros riscos estão escondidos nas instalações da prefeitura, à espera de um acidente?
Esse não é um incidente isolado. A falta de manutenção preventiva em prédios públicos é uma realidade recorrente em Pedro Gomes, reflexo de uma gestão municipal que parece ignorar suas obrigações básicas. Se problemas como fiações antigas, tomadas sobrecarregadas e instalações elétricas precárias fossem fiscalizados e corrigidos a tempo, situações de risco como a de hoje poderiam ser evitadas.
A sorte não pode ser a única responsável por evitar tragédias. A prefeitura precisa agir com urgência, realizando vistorias técnicas periódicas, modernizando a infraestrutura e garantindo que prédios públicos – especialmente aqueles que abrigam crianças e profissionais da educação – estejam em condições mínimas de segurança.
Enquanto isso não acontecer, a população seguirá refém do descaso, torcendo para que o próximo susto não vire uma catástrofe. O aviso foi dado hoje. Resta saber se o poder público vai ouvir.
No Brasil, não há um tempo máximo estrito definido por norma para a substituição da fiação elétrica residencial. No entanto, recomenda-se revisões periódicas e, se necessário, a troca dos cabos a cada 5 anos, conforme alerta do Corpo de Bombeiros.
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Qual é a vida útil da fiação?
De acordo com a ABRF (Associação Brasileira de Recuperação Financeira), a durabilidade dos fios pode variar entre 20 e 25 anos, dependendo de fatores como:
- Qualidade do material utilizado;
- Tipo de instalação;
- Uso da rede elétrica ao longo do tempo.
Apesar disso, inspeções regulares são essenciais para garantir a segurança.
Quando fazer a revisão?
A ABNT NBR 5410 (norma que regulamenta instalações elétricas de baixa tensão) estabelece a necessidade de vistorias periódicas para identificar:
- Fios com isolamento danificado;
- Ligações defeituosas;
- Sobrecargas na rede.
Sinais de que a fiação está comprometida
Fique atento aos seguintes indícios:
- Quedas de energia frequentes;
- Curto-circuitos;
- Cheiro de queimado ou fios aquecidos;
- Tomadas e interruptores descascando ou escurecidos.
Riscos do desgaste da fiação
Com o tempo, os cabos podem:
- Ressecar e perder eficiência;
- Não suportar a carga de aparelhos modernos;
- Aumentar o risco de incêndios por superaquecimento.
Cuidado com sobrecargas!
O uso excessivo de benjamins ou muitos aparelhos em uma única tomada pode:
- Sobrecarregar o circuito;
- Provocar curtos e até incêndios.
Conclusão
Para evitar acidentes, faça revisões periódicas e, se necessário, substitua a fiação antiga. Seguir a NBR 5410 e contar com um eletricista qualificado garante maior segurança para sua instalação.
