Enquanto pais e mães de Pedro Gomes vivem em angústia constante pela segurança de seus filhos, a gestão do prefeito Murilo Jorge Vaz (PL) e sua secretária de Educação assistem, inertes, como se o bem-estar de crianças fosse mero detalhe. O último episódio, ocorrido nesta terça-feira (10), expõe uma negligência que ultrapassa os limites do aceitável: uma bebê foi abandonado no berçário, sem professores, auxiliares ou a diretora. Todos simplesmente “evaporaram”, como se a vida de uma criança fosse descartável.
Mas esse não é um caso isolado. Há meses, a população e vereadores denunciam não apenas maus-tratos, mas também a falta de alimentos – tanto para as crianças quanto para os funcionários que trabalham em período integral. A instalação de câmeras de monitoramento, medida básica de segurança e transparência, foi negada pelo prefeito sem explicação. Quando uma sindicância foi aberta, virou farsa: testemunhas-chave foram ignoradas, e as investigações parecem ter um único objetivo – abafar o caso. Felizmente, as apurações criminais seguem em outras instâncias, e a esperança é que a Justiça faça o que a prefeitura se recusa a fazer.
Onde está a secretária de Educação? Subordinada ao prefeito, ela tem o dever de fiscalizar e agir, mas prefere o silêncio. Não responde a questionamentos, ignora vereadores e trata a população com desdém. Sua omissão não é só incompetência – é cumplicidade.
Enquanto isso, famílias desesperadas, temendo pela vida de seus filhos, retiram as crianças da creche, arcando com sacrifícios imensos para garantir sua segurança. Se o prefeito Murilo e sua equipe são incapazes – ou não têm interesse – em resolver até o mínimo, é legítimo perguntar: o que fazem no cargo?
A educação em Pedro Gomes está abandonada – assim como o bebê de cinco meses, esquecido e vulnerável. Até quando?
