Moradores e ativistas se reúnem na Praia Brava neste sábado (24) em memória do animal
A Polícia Civil já identificou quatro adolescentes suspeitos do crime.
A morte brutal do cão comunitário Orelha, figura icônica da Praia Brava, em Florianópolis, motivou uma nova onda de protestos e mobilização política em Santa Catarina. Na manhã deste sábado (24), moradores e defensores da causa animal realizam um ato público no local onde o animal viveu por mais de uma década, exigindo celeridade nas investigações e punição para os envolvidos.
Orelha, conhecido por sua docilidade, foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata no início deste ano, após ser vítima de espancamento. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado a atendimento veterinário emergencial, o animal não resistiu à gravidade das lesões e precisou passar por eutanásia.
Investigação e Identificação
A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Proteção Animal, confirmou que as investigações avançaram significativamente. Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, pelo menos quatro adolescentes já foram identificados como suspeitos de participação direta na agressão. A polícia chegou aos nomes após analisar imagens de câmeras de monitoramento e colher depoimentos de testemunhas locais. O caso segue agora na fase de oitivas.
Homenagem e Memória
A comoção ultrapassou as ruas e chegou à Assembleia Legislativa (Alesc). O deputado estadual Mário Motta (PSD) protocolou uma proposta para a instalação de uma estátua de Orelha na Praia Brava. O objetivo é transformar o monumento em um símbolo de resistência contra a crueldade animal.
“Queremos que a memória do Orelha sirva como um alerta permanente de que não há mais espaço para esse tipo de barbárie em nossa sociedade”, declarou o parlamentar, que também lançou um abaixo-assinado para viabilizar a homenagem.
Histórico
Orelha era considerado o “mascote” da Praia Brava, onde habitava há cerca de dez anos. Ele era mantido por uma rede de moradores que fornecia alimentação, abrigo e cuidados básicos. Este é o segundo protesto realizado no bairro em menos de dez dias; o primeiro ocorreu no último dia 17, logo após a confirmação do óbito do animal.
Para denunciar crimes contra animais em Santa Catarina, a população pode utilizar o portal da Polícia Civil de SC ou ligar para o número 181.
