Uma mortandade de peixes registrada no Rio Retirinho, em Pedro Gomes (MS), acendeu o alerta para um possível desastre ambiental no município. Imagens feitas no local mostram diversos peixes mortos às margens e no leito do córrego, em diferentes pontos, indicando que o problema não é isolado.
Entre as espécies encontradas estão lambari, piau, piraputanga e outras, o que reforça a gravidade da situação. Segundo relatos, não há falta de água no rio, o que afasta, ao menos inicialmente, a hipótese de mortandade por estiagem ou seca extrema.
Diante da situação, foi feita nesta data denúncia formal à Polícia Ambiental de Coxim, que informou que irá investigar as causas da mortandade. A suspeita inicial é de interferência humana, hipótese que será apurada por meio de vistorias técnicas e análise da água.
Em mensagens e áudios recebidos, a informação é de que a Polícia Ambiental já foi comunicada e que a apuração deve ocorrer no local. A preocupação é que o episódio esteja relacionado a algum tipo de contaminação, possivelmente por produtos químicos ou resíduos lançados no curso d’água.
Até o momento, não há laudo conclusivo nem confirmação oficial sobre a origem do problema. A reportagem reforça que qualquer afirmação sobre causa específica ,como uso de agrotóxicos ou despejo irregular, só poderá ser feita após a investigação técnica.
O caso chama atenção para a fragilidade da fiscalização ambiental e para a necessidade de monitoramento constante dos rios da região. A morte de peixes é um sinal claro de desequilíbrio ambiental e pode indicar riscos maiores, inclusive à saúde humana.
A população pode e deve denunciar situações semelhantes. O Rio Retirinho é patrimônio ambiental e não pode ser tratado como depósito de resíduos ou vítima do descaso.




