O “Cidadão de Bem”, a Borracha Rosa e o Flagrante no Puxadinho

Em uma manhã que prometia ser apenas mais uma quinta-feira pacata em Douradina(MS), o silêncio do interior sul-mato-grossense foi interrompido por uma diligência policial digna de um roteiro de comédia ácida, ou de um drama familiar de gosto duvidoso. Por volta das 9h30, a Polícia Militar foi acionada para conter um entusiasta da anatomia de borracha. O cidadão, identificado pelas iniciais A.V.P.J., mas carinhosamente (ou não) apelidado pela alcunha de “Pingola”, foi denunciado por exibir uma réplica peniana para mulheres e crianças da vizinhança. Um gesto que, convenhamos, dificilmente seria confundido com “bom dia”.
Ao chegarem ao local, os oficiais encontraram o suspeito em seu quartel-general: um anexo na casa da mãe. Com a permissão da matriarca, que provavelmente já não aguentava mais as excentricidades do herdeiro, a guarnição realizou uma busca no recinto. O que se seguiu foi uma verdadeira “venda de garagem” de itens nada convencionais.
Na gaveta da cômoda, os policiais “pescaram” um kit completo para o isolamento social:
Uma réplica peniana de borracha (em um tom rosa vibrante, para não passar despercebida);
Um plug anal metálico;
Três preservativos (otimismo é tudo na vida);
E uma faca.
Confrontado com o arsenal erótico, o destemido Pingola abandonou a pose de exibicionista. Segundo o boletim, ele “ruborizou as bochechas” e soltou um “sorriso buliçoso”, alegando, com a convicção de quem não tem um espelho em casa, que não sabia de nada. Para selar sua defesa, sacou a cartada clássica: afirmou ser um “cidadão de bem” e influenciador digital, proprietário da página “Comunidade Douradinense” no Facebook. Pelo visto, a gestão de crises nas redes sociais é bem diferente da vida real.
Mas a piada perde a graça quando a checagem policial revela o lado sombrio do “influencer”. O sujeito estava em flagrante descumprimento de uma Medida Protetiva. Enquanto posava de baluarte da moralidade digital, oprimia a própria mãe e a irmã adolescente, que, segundo os relatos, tremiam os lábios de medo só de abrir a boca.
Acompanhado pelo advogado Alex Gamas Medeiros, o paladino da borracha rosa foi conduzido à delegacia sem algemas e sem arranhões, mas com a reputação e o estoque de acessórios devidamente apreendidos.
Douradina agora respira mais aliviada, embora o feed da “Comunidade Douradinense” deva ficar um pouco menos movimentado nos próximos dias.

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