Vice-prefeito e chefe de gabinete assumem rotas em área remota; prefeitura enfrenta dificuldade para preencher vagas de motoristas
O início do ano letivo no município de Pedro Gomes(MS) começou sob improviso e esforço extra de autoridades. O vice-prefeito e o chefe de gabinete estão assumindo pessoalmente o transporte de alunos em uma região remota, onde estradas em condições precárias tornam o trajeto ainda mais desafiador.
O vice-prefeito está transportando estudantes em um micro-ônibus de empresa privada,( com ou sem diárias, mas está). Já o chefe de gabinete utiliza uma caminhonete da prefeitura, veículo originalmente designado para outro setor. Ambos fazem isso para que as crianças não fiquem sem aula, diante da dificuldade de contratação de motoristas.
O edital para contratação de motoristas já havia sido publicado, mas a baixa remuneração e a falta de infraestrutura, como acesso à internet no local de trabalho, dificultam a contratação. A empresa responsável pelos ônibus, sediada no Rio Grande do Sul, também enfrenta problemas para cumprir os requisitos do pregão, frota climatizada e número mínimo de motoristas. Esse é o principal motivo de todo o improviso que hoje envolve autoridades ao volante.
A situação levou o prefeito a recorrer às redes sociais na tentativa de chamar motoristas para o município. Enquanto isso, a gestão improvisa diariamente para que as aulas não sejam interrompidas.
Embora o esforço das autoridades seja evidente e deva ser reconhecido, o episódio deixa em aberto questões importantes sobre planejamento e organização da gestão. O transporte escolar é serviço essencial, especialmente em áreas remotas, e depender de improviso logo no início do ano evidencia fragilidade administrativa.
A população acompanha de perto a situação, e os comentários dentro e fora dos veículos refletem a percepção de que, apesar da boa vontade, o problema poderia ter sido evitado com preparação antecipada. A curiosidade sobre a gestão aumenta: se o chefe de gabinete está nas estradas transportando alunos, quem está cuidando das funções dele? Esse tipo de questionamento não vem apenas de moradores, mas também de funcionários que trabalham ao lado do gabinete, afinal, para tapar um buraco, outro fica aberto.
Enquanto a prefeitura luta para garantir transporte, fica a pergunta: por quanto tempo será possível sustentar esse improviso sem comprometer a segurança e a rotina dos alunos?
E se a gestão já está tendo dificuldades com transporte escolar, imagina o que vem por aí? em breve, a cidade poderá enfrentar outra crise, agora no hospital municipal, com a saída da diretora. Quem será a próxima? A população já observa atentamente.
