Operação apura lavagem de dinheiro com uso de rede para ocultar bens e valores em Sidrolândia(MS)

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em apoio à 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sidrolândia, deflagrou, nesta data (26/02), a Operação Camuflagem, denominação que remete à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, mediante o uso de uma rede de apoio destinada a mascarar as movimentações financeiras.

A operação, que também teve o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) decorre do aprofundamento das investigações relacionadas às fases anteriores da Operação Tromper e tem como objetivo apurar a prática do crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.

As diligências foram autorizadas diante da identificação de indícios de que um dos integrantes da organização criminosa já investigada estaria utilizando uma rede estruturada de apoio composta por pessoas físicas e jurídicas interpostas, com a finalidade de movimentar recursos financeiros, ocultar patrimônio e frustrar medidas judiciais de bloqueio e constrição patrimonial.

Conforme apurado, a estrutura investigada envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício do investigado e de sua família, inclusive durante período de segregação cautelar.

Foram cumpridos 8 (oito) mandados de busca e apreensão e 5 (cinco) mandados de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário, após representação do Ministério Público.

A Operação Camuflagem cumpre medidas cautelares determinadas judicialmente e representa mais uma etapa do trabalho institucional de enfrentamento à corrupção e à lavagem de capitais no âmbito do Município de Sidrolândia.

Texto: Gecoc/MPMS
Foto: Gecoc/MPMS

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