Protetora relata reunião tensa com direção do presídio sobre situação de gatos em Três Lagoas(MS)

A protetora da causa animal e ex-vereadora de Três Lagoas, Charlene, usou as redes sociais para relatar uma reunião recente com a direção do presídio masculino da cidade para tratar da situação dos gatos que vivem dentro da unidade.
Segundo ela, o encontro ocorreu na semana passada e inicialmente foi apenas entre ela e o diretor do presídio. Logo no início da conversa, o diretor afirmou que não houve maus-tratos contra os animais, destacando que sua principal responsabilidade é manter a segurança da penitenciária.
Ainda de acordo com o relato, o diretor também afirmou que é necessário criar um protocolo para a entrada de ração destinada aos gatos. A medida, segundo Charlene, acontece após meses de dificuldade de diálogo sobre o tema, situação que teria se estendido desde dezembro.
Pelo novo procedimento apresentado durante a reunião, quem quiser ajudar com alimentação dos animais deverá comprar a ração e deixar paga em um pet shop, para que posteriormente um funcionário da unidade faça a retirada.
Também será necessário comunicar o setor de Bem-Estar Animal, informando onde a ração foi deixada. A partir daí, o órgão entraria em contato com a direção do presídio para organizar a entrega.
Durante a conversa, Charlene relata que, enquanto o diretor ainda finalizava sua explicação, representantes do Bem-Estar Animal chegaram à sala, entre eles a diretora do setor, uma médica veterinária e outro membro da equipe. Segundo ela, todos se sentaram, mas não fizeram nenhuma manifestação durante o encontro.
A ex-vereadora também destacou que não houve registro de fotos da reunião com ela, algo que, segundo afirma, teria ocorrido anteriormente em encontros com outras autoridades.
Durante sua fala ao diretor, Charlene Santana, disse que fez questão de explicar o histórico da presença dos gatos no presídio.
Segundo ela, há cerca de dez anos protetoras independentes realizaram um trabalho de castração dos animais que viviam na unidade. Na época, o número de gatos chegava a centenas. Após esse trabalho inicial, a continuidade dos cuidados com os animais teria sido mantida dentro da própria unidade.
Hoje, segundo o relato, o número de gatos não chega a 50.
Charlene também afirmou que todo o trabalho de cuidado com os animais, incluindo castração, vacinação e vermifugação, foi realizado com recursos vindos de doações da população, sem apoio do poder público municipal.
Outro ponto destacado por ela é que os próprios internos ajudam a cuidar dos gatos. Em alguns casos, segundo a protetora, quando os detentos deixam a unidade após cumprir suas penas, acabam adotando alguns dos animais.
A importância da causa animal
O relato reacende um debate importante: o cuidado com animais comunitários e abandonados ainda depende, em grande parte, do trabalho voluntário de protetores e da solidariedade da população.
Castração, vacinação e alimentação são medidas fundamentais para evitar sofrimento animal e também para controlar a população de gatos e cães nas cidades.
Especialistas e protetores reforçam que a causa animal não deve ser vista apenas como um gesto de compaixão, mas como uma questão de saúde pública e responsabilidade coletiva.
Quando o poder público, voluntários e sociedade trabalham juntos, é possível garantir mais dignidade aos animais e também mais equilíbrio para o ambiente urbano.

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