A polícia e o Ministério Público de São Paulo fizeram uma grande operação nesta quinta-feira (28).
A ação se chama Operação Fluxo Oculto. Ela serve para combater um grupo de criminosos que usava postos de combustíveis para esconder dinheiro da facção criminosa PCC. Durante as buscas, os policiais encontraram muitos maços de dinheiro vivo em várias moedas, como Real, Dólar, Euro e Rand (a moeda da África do Sul). Passaportes também foram apreendidos. Os agentes entraram em casas e empresas nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Os investigadores descobriram que o grupo continuou cometendo crimes mesmo depois de outras operações da polícia. Eles usavam empresas de fachada e bancos digitais conhecidos como fintechs para movimentar quase R$ 4 bilhões. O truque funcionava assim: Conta gigante: O dinheiro de 56 postos de gasolina ia para uma única conta bancária. Esconderijo: O banco misturava tudo, e o Banco Central não conseguia ver de quem era o dinheiro. Fuga rápida: Quando a polícia descobria o esquema, os criminosos mudavam o dinheiro de banco em minutos. O PCC aparece na história porque usava essa mesma estrutura para limpar o dinheiro que vinha de outros crimes.
O grupo também ganhava dinheiro enganando o motorista. Eles compravam um produto químico chamado nafta, que é bem mais barato que a gasolina, e misturavam no combustível dos postos. Essa fraude causou um prejuízo de R$ 200 milhões em impostos que deixaram de ser pagos. Os dois chefes do esquema são conhecidos como “Primo” e “Beto Louco”. Eles estão foragidos desde o ano passado. Os dois tentaram fazer um acordo com a Justiça para não serem presos, mas os promotores rejeitaram a proposta porque eles tentaram esconder a ligação com o PCC e o pagamento de propina para policiais corruptos. A defesa dos empresários disse que ainda não vai se manifestar.

