Pouco mais de um mês após deixar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, o “Neno Razuk”, teve sua prisão decretada pelo Poder Judiciário nesta quarta-feira (8). Condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, o ex-parlamentar respondia ao processo em liberdade devido à imunidade parlamentar, prerrogativa que perdeu ao deixar o cargo.
A sentença é desdobramento da Operação Sucessione, que apurou crimes de organização criminosa, roubo qualificado e exploração do jogo do bicho. Conforme a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, Neno Razuk e membros de sua família são apontados como os principais articuladores e chefes do monopólio do jogo do bicho na região de Dourados.
De acordo com o Gaeco, o grupo criminoso buscou ocupar o vácuo de poder deixado no esquema de apostas ilegais após as investidas da Operação Omertá. A investigação aponta que a organização liderada pelos Razuk recorreu a táticas violentas, incluindo a execução de roubos majorados contra opositores de uma facção rival em Campo Grande, durante o ano de 2023.
A defesa do ex-deputado, conduzida por seu filho, informou que ainda aguarda o acesso integral aos autos do mandado de prisão para se manifestar sobre a decisão judicial.

