A emenda de R$ 50 mil, destinada em 2025 pelo vereador Bidu (MDB) para a compra de bicicletas elétricas aos Agentes Comunitários de Saúde, continua parada em Pedro Gomes(MS). O dinheiro existe, a Câmara aprovou, a finalidade é clara. O que não existe é vontade da gestão em executar.
A emenda faz parte do conjunto de emendas impositivas individuais aprovadas pela Câmara em 2025,ou seja, não é favor, não é sugestão e muito menos “ideia solta”. É recurso garantido por lei. E, entre essas emendas, está a do vereador Bidu, que atuou diretamente para beneficiar a categoria dos agentes de saúde.
Enquanto a gestão empurra com a barriga, a realidade dos agentes segue dura: há profissionais que utilizam a própria moto para atender a região rural, arcando com combustível, manutenção e riscos no dia a dia. Isso não deveria existir. Servidor público não pode ser obrigado, direta ou indiretamente, a bancar do próprio bolso o serviço que é dever do município estruturar.
Mesmo diante desse cenário, a gestão municipal prefere o caminho das desculpas esfarrapadas. A mais recente: dizer que “os agentes não querem bicicleta”. Com base em quê? Houve reunião? Consulta formal? Documento? Ou alguém decidiu falar em nome de toda uma categoria sem sequer ouvi-la? Já que os mesmos afirmam não ter um representante geral da classe.
O próprio prefeito já declarou que pretende usar a emenda na saúde. Então fica a pergunta que incomoda: se é da saúde, por que não para quem anda sol, chuva, poeira e estrada de chão todos os dias? Por que desviar o foco de uma emenda que já tem destino aprovado?
Enquanto o vereador faz o papel dele, buscando recursos, garantindo aprovação e cobrando aplicação, a gestão enrola, empurra e tenta descredibilizar a demanda, como se o problema fosse o agente, e não a falta de execução.
O que está acontecendo é descaso institucionalizado.
A Câmara fez sua parte em 2025. O vereador Bidu fez a dele. Falta só a gestão parar de inventar obstáculo e cumprir o que foi aprovado.
