Na última quarta-feira (07/08/25), a reportagem do Conexão PG News foi acionada para averiguar um vazamento de água em uma rua sem pavimentação asfáltica, no bairro Santo Antônio, no município de Pedro Gomes, Mato Grosso do Sul. À primeira vista, um problema comum, de responsabilidade da SANESUL, empresa de saneamento básico da região. No entanto, a situação revelou-se mais complexa — e escandalosa.
De acordo com a SANESUL, a água não vazava de uma tubulação sob sua gestão, mas sim de um cavalete pertencente à Prefeitura de Pedro Gomes. Caberia, portanto, ao município conter o desperdício e arcar com os custos. Até aí, um mero repasse de responsabilidades. O problema, porém, vai além: investigações apontam que, desse mesmo cavalete, partem ligações clandestinas que abastecem diversos imóveis sem qualquer cobrança — um custo que recai sobre os cofres públicos.
O Silêncio que Custa Caro
Moradores denunciam que a Prefeitura, ciente da irregularidade, nada fez para corrigi-la. O motivo? Medo de perder eleitores. A prática de trocar água por apoio político é repudiada por muitos na cidade, especialmente por aqueles que arcam com suas contas mensalmente, muitas vezes com sacrifício. Enquanto isso, outros usufruem do benefício sem pagar — um cenário que alimenta desigualdades e perpetua a cultura do “voto por favor”.
“É revoltante ver uns pagando direitinho e outros recebendo de graça, só porque são aliados de quem está no poder”, desabafa uma moradora, que preferiu não se identificar.
Chamado à Ação
A reportagem registra a denúncia e cobra providências. Cabe agora aos vereadores e ao Ministério Público Estadual investigarem e agirem para que o uso político de um serviço essencial não se espalhe ainda mais pela cidade. A água é um direito de todos, mas seu acesso não pode ser moeda de troca. Pedro Gomes merece transparência — e justiça.
Fica o registro, e a esperança de que as autoridades ouçam.
