Informações recentemente divulgadas sobre o cenário político de Pedro Gomes não refletem, com precisão, a percepção observada na comunidade nem os dados administrativos disponíveis. A avaliação positiva atribuída ao chefe do Executivo municipal, nos termos apresentados, não encontra correspondência uniforme no debate público local, que é mais plural, crítico e distante do tom quase promocional adotado na publicação.
O conteúdo divulgado opta por uma leitura superficial da realidade política, priorizando construções narrativas em detrimento da apuração de fatos objetivos e da análise de documentos públicos. Jornalismo responsável exige checagem, contraponto e contextualização, não impressões pessoais travestidas de análise.
No âmbito do Poder Legislativo, é necessário esclarecer a diferença de postura institucional. O presidente da Câmara Municipal, Réges Nunes de Paula, mantém uma atuação discreta, voltada à gestão administrativa e ao cumprimento das funções legais da Casa, sem recorrer à autopromoção midiática. A ausência de exposição constante não pode, nem deve, ser interpretada como fragilidade política ou administrativa. Papel de quem trabalha com seriedade e sem mídia, exatamente o oposto da lógica de exposição permanente adotada pelo chefe do Executivo municipal.
Os dados orçamentários, ignorados na referida publicação, são claros: a Câmara Municipal realizou a maior devolução de duodécimo de sua história, no valor de R$ 661.605,38, resultado direto de controle de gastos, planejamento e responsabilidade fiscal. Trata-se de um fato concreto, mensurável e documentado.
Quanto às diárias, os valores praticados pelo Legislativo são exatamente os mesmos adotados pela Prefeitura Municipal, obedecendo à mesma legislação e aos mesmos critérios legais. Não há irregularidade, privilégio ou exceção. Levantar suspeitas sem base legal não contribui para a informação da população.
Registra-se ainda que o presidente da Câmara respondeu integralmente aos questionamentos encaminhados pelo Conexão PG News, apresentando esclarecimentos objetivos e documentação comprobatória da legalidade dos atos administrativos. Houve retorno, transparência e disposição para o esclarecimento público.
É importante destacar que os vereadores exercem regularmente o papel de fiscalização, acompanhando atos, contratos e a aplicação dos recursos públicos. A atuação do Legislativo, no entanto, não se confunde com exposição permanente em redes sociais ou gravações de rotina administrativa. Fiscalizar não exige espetáculo, e nem toda ação institucional precisa ser transformada em conteúdo midiático.
Cabe ainda lembrar que o chefe do Executivo municipal já foi formalmente advertido e teve sua conduta limitada pelo Ministério Público no que se refere à utilização da máquina pública para promoção pessoal, especialmente em ações de publicidade institucional. Trata-se de situação que jamais envolveu a Presidência da Câmara Municipal, cuja atuação sempre se manteve dentro dos limites legais e institucionais. Além disso, a percepção manifestada por setores da sociedade, nas ruas, nas redes sociais e em espaços informais de debate, não confirma o grau de aprovação atribuído ao prefeito em publicações recentes, revelando um cenário bem mais crítico e distante do retrato apresentado.
Por fim, a Presidência da Câmara Municipal permanece à disposição da população para prestar esclarecimentos, receber questionamentos e atender às demandas de interesse coletivo, cumprindo o dever constitucional de diálogo, transparência e acesso à informação.
