“Fim de Semana em Pedro Gomes (MS): Violência Doméstica Segue Em Alta”

Em mais um final de semana que poderia ser dedicado ao lazer, à família ou até mesmo ao tédio rotineiro, a cidade de Pedro Gomes (MS) mais uma vez abre o noticiário semanal com o  hobby predileto dos ex-maridos: a violência doméstica. A cidade, que ostenta o charme de município pacato no mapa, continua sua saga como palco de crimes contra mulheres — sempre com o mesmo roteiro previsível e o mesmo final spoiler: impunidade.

Dois casos fresquinhos, servidos neste último fim de semana, mostram que a receita é infalível:

  1. O Ex que Não Aceita o Fim do Filme: Uma mulher de 25 anos, já protegida por medida protetiva (aquele pedaço de papel que intimida tanto quanto um guardanapo), foi surpreendida pelo ex-companheiro, que decidiu brincar de cárcere privado por uma horinha. Só conseguiu socorro após escapar e procurar a polícia mais uma vez, acreditando na Justiça, a mesma que deixou seu agressor livre para continuar praticando seus atos perversos contra ela.
  2. O Bêbado e a Madeira da Justiça Caseira: Noutro capítulo da saga, um homem embriagado resolveu que sua ex tinha obrigação de servi-lo, mesmo com medida protetiva vigente. Só não contava que, desta vez, a vítima trocaria o medo por um pedaço de madeira. Resultado? O agressor saiu correndo — mas na certeza de que irá voltar, porque reincidência em Pedro Gomes não é defeito, é notícia.

E o Judiciário? Ah, ele está lá, ocupadíssimo liberando reincidentes no dia seguinte, como quem devolve um cachorro bravo para o mesmo quintal. A sensação de impunidade não é um bug, é um detalhe do sistema: se as leis não assustam e a Justiça não pune, por que os agressores parariam?

Enquanto isso, a pergunta que não quer calar: o problema é cultural? Falta de fiscalização? Ou será que a violência doméstica em Pedro Gomes já virou atração turística — onde as vítimas se viram sozinhas e os agressores ganham passe livre?

Até quando? Bom, pelo andar da carruagem, até a próxima vítima pegar um pedaço de madeira maior. Ou a Justiça acordar do seu sono profundo — o que for mais fácil.

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