O tabuleiro político de Mato Grosso do Sul vive dias de intensa movimentação nos bastidores. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) assumiu o papel de articulador central para tentar evitar o esvaziamento total do PSDB no estado. O objetivo é claro: convencer os deputados federais Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende a não seguirem o caminho da porta de saída após a janela partidária.
A promessa e o revés
A missão de Azambuja é, em parte, uma questão de honra política. Ele havia empenhado sua palavra junto ao diretório nacional do PSDB, sob a batuta de Aécio Neves, garantindo que a bancada federal tucana permaneceria intacta mesmo após sua própria migração para o PL.
No entanto, o plano sofreu um duro golpe: Beto Pereira, atual presidente estadual da sigla e peça-chave no tabuleiro, já prepara as malas para se filiar ao Republicanos. A saída de Beto gerou um efeito dominó, levando Dagoberto e Geraldo a recalcular suas rotas.
O jogo dos bastidores
Para evitar que o PSDB perca sua relevância no Congresso, Azambuja intensificou as conversas. Ele atua em duas frentes:
- No Republicanos: Moldando a chapa que receberá Beto Pereira.
- No PSDB: Persuadindo os parlamentares restantes de que a legenda ainda é o melhor veículo para as eleições de 2026.
O veredito de sexta-feira
A pressão surtiu efeito inicial. Dagoberto Nogueira sinalizou que a tendência atual é de permanência, mas o martelo só será batido oficialmente nesta sexta-feira.
Se Azambuja conseguir segurar a dupla, terá cumprido parte do acordo com a cúpula nacional, mantendo o PSDB vivo na disputa proporcional. Caso contrário, o partido que já dominou o estado enfrentará seu maior desafio de sobrevivência política das últimas décadas.
fonte: ASSECOM
