O Arraial da Maior Idade de Pedro Gomes (MS) foi amplamente divulgado como um sucesso, elogiado pela organização, beleza e, supostamente, pela segurança. No entanto, um ponto crucial chamou a atenção: a contratação de uma empresa de segurança de Fátima do Sul, distante 615 km da cidade, em um trajeto que leva cerca de oito horas de viagem.
Diante de tantas empresas regionais capacitadas, qual foi o critério usado para trazer uma companhia de tão longe? A situação se torna ainda mais suspeita ao descobrir que a Caarapó Segurança Patrimonial — nome mencionado durante o evento — não consta em buscas no Portal da Transparência, nem mesmo em registros públicos sobre valores pagos. Mais intrigante ainda: não há qualquer rastro digital da empresa no Google, levantando dúvidas sobre sua existência legal e idoneidade.
Segurança ou Intimidação?
Se a contratação em si já é questionável, a atuação dos seguranças durante o evento foi ainda mais preocupante. Relatos de populares e autoridades presentes descrevem um “arrastão negro”, onde as pessoas foram expulsas de forma abrupta e desrespeitosa do local. Para completar, os seguranças ainda formaram um bloqueio humano na entrada, como se a população não tivesse compreendido que a festa havia terminado.
O encerramento do arraial, que deveria ser um momento de celebração, transformou-se em um ato de desconforto, deixando um gosto amargo na boca dos pedrogomenses. Afinal, uma festa pública não é um favor da prefeitura, mas um direito da população, que merece transparência e respeito no uso do dinheiro dos impostos.
Onde Está a Fiscalização?
Diante de tantas irregularidades, a Câmara de Vereadores tem a obrigação de investigar:
Qual o valor pago à empresa?
Quais os critérios para escolher uma companhia sem registro público?
Houve licitação ou foi uma contratação direta?
A população de Pedro Gomes exige respostas. Enquanto os vereadores não cumprirem seu papel de fiscalizar, o mistério por trás dessa contratação continuará pairando como uma sombra sobre a gestão pública.
Transparência não é opção — é dever. E os cidadãos têm o direito de saber em que — e em quem — seu dinheiro está sendo gasto.
