A Prefeitura de Pedro Gomes publicou o Edital de Credenciamento nº 02/2025, que visa contratar profissionais como pedreiros, pintores, eletricistas, serventes e soldadores para realizar pequenos reparos em prédios públicos. A medida, no entanto, chamou atenção por dispensar o processo de licitação, optando por um sistema de credenciamento “sob demanda” – sem concorrência pública.
O método, comparado por críticos a um “delivery de obras”, levanta dúvidas sobre transparência e fiscalização, já que os serviços serão pagos com recursos municipais. Quando questionada, a administração não forneceu esclarecimentos detalhados, respondendo com mensagens genéricas, que alguns moradores compararam a respostas automatizadas.
Quem responde pela prefeitura?
Outro ponto que gerou desconforto foi a origem das respostas: em vez de vir de canais oficiais ou representantes identificados, as justificativas surgiram em perfis não reconhecidos, sem vínculo público comprovado no Portal da Transparência. A falta de clareza sobre quem se manifesta em nome do governo deixou moradores confusos: “Quem está falando? Um assessor? Um servidor? Ou alguém sem cargo que decidiu defender a gestão?”, questionou um cidadão.
Falta de responsabilização e desgaste da confiança
Enquanto a população busca entender as regras do edital e a legalidade da contratação direta, as respostas evasivas e a ausência de um porta-voz oficial aumentam a desconfiança. Sem posicionamento claro do prefeito ou da assessoria de comunicação, o debate migrou para redes sociais e grupos de mensagens, onde as informações se misturam a opiniões pessoais.
E você, o que acha desse modelo de contratação? A ausência de licitação pode agilizar serviços ou abre espaço para irregularidades?
