Uma obra pública orçada em R$ 807.999,00, destinada à revitalização da praça central de Pedro Gomes, está sendo alvo de críticas devido a evidentes irregularidades e má gestão de recursos. A reportagem esteve no local e constatou problemas graves, como a instalação de fiação em vigas metálicas corroídas pela ferrugem, levantando dúvidas sobre a qualidade da execução e a fiscalização por parte dos órgãos competentes.
Ao ser questionado, o responsável pela obra afirmou que as vigas seriam substituídas posteriormente. No entanto, a justificativa é no mínimo incoerente: por que instalar fiação em estruturas que serão trocadas? A medida configura desperdício de dinheiro público e trabalho desnecessário, além de expor a população a riscos.
O problema, porém, não é novo. A reforma da Escola Arcangêla, também em Pedro Gomes, já havia sido marcada por “gambiarras” e falta de rigor técnico. A repetição dessas falhas revela um padrão preocupante: a ausência de fiscalização eficiente por parte dos órgãos responsáveis. Enquanto isso, a população fica à mercê de obras mal executadas, que podem colocar vidas em risco.
A praça central é palco de diversos eventos religiosos e comunitários. Se as irregularidades não forem corrigidas, os frequentadores terão que depositar ainda mais “fé” para que nenhum acidente ocorra devido ao desabamento de estruturas comprometidas.
É preciso agir antes que seja tarde
O alerta está dado. A população de Pedro Gomes não pode aceitar obras malfeitas, e os gestores públicos precisam cumprir seu papel, garantindo transparência e qualidade nos serviços. A fiscalização deve ser rigorosa e contínua, evitando que recursos públicos sejam desperdiçados em reformas sem o devido planejamento.
A comunidade pedrogomense merece mais do que promessas vazias e estruturas precárias. Exige-se que os órgãos competentes atuem com rigor e que a obra seja refeita dentro dos padrões técnicos necessários. Afinal, segurança pública não se negocia.
