Secretaria de Educação é cobrada por cortes, desvalorização profissional e falta de diálogo em Pedro Gomes(MS)

A Secretaria Municipal de Educação de Pedro Gomes(MS) enfrenta uma série de denúncias feitas por professores da rede municipal, que relatam retirada de regência, redução significativa de vencimentos e decisões administrativas que têm afetado diretamente a vida dos profissionais e o atendimento aos alunos.
Segundo os relatos encaminhados ao Conexão PG News, professores que antes contavam com a regência passaram a enfrentar queda expressiva no salário líquido, após a retirada do benefício. A mudança representa impacto direto no orçamento familiar, agravando a insegurança financeira de quem já atua em um setor historicamente desvalorizado.
As medidas atingem principalmente os professores de apoio e da sala de tecnologia, profissionais que atuam diretamente com os alunos, inclusive com crianças que exigem acompanhamento pedagógico contínuo e atenção individualizada. Ainda assim, segundo as denúncias, esses servidores estão sendo desvalorizados, permanecem sem horas-atividade e enfrentam redução significativa de seus vencimentos, mesmo exercendo funções essenciais dentro das unidades escolares.
Outro ponto recorrente nas reclamações é que, nesta gestão, não existe diálogo entre os professores e a Secretaria Municipal de Educação. De acordo com os profissionais, decisões são tomadas de forma unilateral, sem escuta, sem reunião efetiva e sem transparência. Essa falta de diálogo é apontada como uma das principais queixas feitas ao Conexão PG News e tem aprofundado o sentimento de revolta e abandono dentro da rede municipal.
Além da desvalorização profissional, professores denunciam que direitos estão sendo violados, como a garantia de condições dignas de trabalho, organização da carga horária, respeito às atribuições legais das funções e valorização do profissional da educação. Mudanças que impactam salário e rotina de trabalho, segundo os relatos, estariam sendo impostas sem fundamentação clara e sem negociação com a categoria.
Há ainda denúncias de que o adiamento do início das aulas estaria sendo utilizado como forma de reduzir gastos com contratações, o que penaliza professores contratados e compromete o atendimento aos alunos. Para os educadores, o prejuízo vai além do financeiro: afeta diretamente o planejamento pedagógico e o direito dos estudantes à educação.
Diante do cenário, a cobrança se dirige diretamente à Secretaria Municipal de Educação e à secretária responsável pela pasta, que tem o dever institucional de garantir:
o cumprimento da legislação educacional;
a valorização dos profissionais;
o respeito aos direitos trabalhistas;
e a qualidade do ensino oferecido aos alunos.
A responsabilidade também recai sobre o prefeito do município, que, como chefe do Executivo, precisa esclarecer se tem conhecimento das medidas adotadas, se concorda com os cortes e quais providências serão tomadas para impedir que professores, especialmente os de apoio, continuem sendo os mais prejudicados. A ausência de posicionamento do Executivo apenas reforça a sensação de descaso com a educação pública.
O que os professores denunciam é um cenário de desorganização, falta de diálogo e decisões administrativas que estão causando prejuízo direto na vida dos profissionais e no aprendizado dos alunos. Educação não pode ser tratada como despesa a ser cortada, mas como prioridade de gestão.
O Conexão PG News segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Educação e do prefeito de Pedro Gomes sobre as denúncias apresentada.

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