Além das denúncias na Casa de Acolhimento, informações indicam a existência de múltiplos registros policiais em nome da servidora. Caso reforça questionamentos sobre omissão da gestão e ausência de providências administrativas.
Denúncias envolvendo Casa de Acolhimento levantam questionamentos sobre omissão da gestão em Pedro Gomes
Denúncias recebidas pelo Conexão PG News apontam para uma situação grave envolvendo uma servidora pública municipal contratada, que atua na Casa de Acolhimento de Pedro Gomes. Os relatos indicam o desaparecimento recorrente de alimentos, como carnes, além de medicamentos controlados destinados às internas da unidade.
Segundo as informações apuradas pela reportagem, uma das internas faz uso contínuo de medicamento controlado, prescrito para um período de até 90 dias. No entanto, conforme os relatos, os remédios estariam durando cerca de 15 dias ou menos, além do desaparecimento de outros itens da unidade.
Diante das suspeitas, funcionárias da própria Casa de Acolhimento passaram a observar a rotina e relataram que a servidora denunciada teria sido flagrada saindo do local com uma bolsa cheia. O caso foi levado à então secretária municipal de Assistência Social. Apesar da gravidade dos relatos, nenhuma providência administrativa teria sido adotada até o momento, o que gerou indignação e levantou questionamentos sobre possível omissão da pasta.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a servidora possui parentesco com outra funcionária considerada próxima à gestão municipal, circunstância que, segundo os denunciantes, pode ter contribuído para a ausência de medidas formais. Familiares da própria servidora também procuraram o Conexão PG News e relataram que não seria a primeira vez que situações semelhantes ocorreriam, inclusive em funções exercidas anteriormente, sem que houvesse responsabilização.
Outro ponto que chama atenção é o relato de que o prefeito teria orientado a servidora a “pegar atestado médico”, o que, segundo testemunhas, teria ocorrido em meio às denúncias, levantando questionamentos sobre a condução do caso. Ainda conforme os relatos, a servidora teria passado por atendimento no CAPS, sem que, até o momento, haja conhecimento público de sindicância, processo administrativo ou investigação interna instaurada.
Há ainda informações de que pessoas diretamente lesadas teriam sido orientadas a não registrar boletim de ocorrência, supostamente por alguém ligado à gestão municipal,fato que, se confirmado, é considerado extremamente grave e merece apuração pelos órgãos competentes.
Além das denúncias atuais, informações obtidas pela reportagem indicam que existem diversos boletins de ocorrência registrados em nome da servidora, somando, segundo apuração, mais de 20 registros ao longo dos anos, envolvendo ocorrências de naturezas diversas.
A reportagem ressalta que boletim de ocorrência não equivale a condenação, porém o volume de registros reforça a necessidade de maior rigor e transparência por parte da administração pública, especialmente diante das denúncias envolvendo uma unidade que atende pessoas em situação de vulnerabilidade.
Atualmente, a servidora encontra-se afastada por atestado médico e, conforme relatos, deve retornar às funções normalmente, como se nada tivesse ocorrido.
Diante desse cenário, a população questiona:
– Por que não foi aberta sindicância?
– Por que não houve processo administrativo?
– Por que a Secretaria de Assistência Social não adotou medidas imediatas para apurar os fatos?
– Quem está protegendo quem?
O Conexão PG News reforça que todas as informações aqui publicadas têm caráter de denúncia, que o espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura, da Secretaria de Assistência Social e da servidora citada, e que o objetivo da publicação é informar, cobrar providências e garantir transparência, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório.
Pedro Gomes merece respostas.
E o silêncio da gestão, até aqui, só aumenta a perplexidade da população.
