Pedro Gomes recebeu um convênio federal no valor de R$ 402.383,50, com contrapartida municipal de R$ 53.003,50, destinado à reforma da praça central. Recurso público, carimbado, com finalidade clara.
O que chama atenção é o silêncio conveniente da gestão. Quando o dinheiro vem da União, a divulgação simplesmente desaparece. Talvez porque o prefeito Murilo Jorge (PL) prefira não associar sua imagem a recursos federais. Política à parte, ou nem tanto, o fato é que o dinheiro chegou, gostem ou não.
E aí vem o problema maior, que já beira o absurdo administrativo; Já estamos no 4º aditivo contratual e, até agora, obra que é bom, nada. O que a população vê são forros caindo, estruturas comprometidas e um canteiro de obras que mais parece abandono oficializado, justamente no ponto onde os trabalhos começaram há meses.
A pergunta é simples, direta e impossível de ignorar:
1º – Como se justifica quatro aditivos sem entrega efetiva da reforma?
2º – Onde está o avanço físico da obra compatível com o avanço financeiro?
Porque, até aqui, o que se vê é um roteiro conhecido: aditivo entra, prazo estoura, custo sobe e a obra não anda. Enquanto isso, a praça, espaço público, cartão-postal da cidade, vira símbolo de desorganização, falta de planejamento e descaso com o dinheiro do contribuinte.
Recurso existe. Convênio existe. Aditivos sobram.
O que não existe é uma praça reformada, e nem transparência suficiente para explicar por quê.
Dinheiro público não pode virar promessa eterna, muito menos obra sem fim usada como pano de fundo político. A população merece respostas objetivas, cronograma real e responsabilidade, não silêncio seletivo, marketing conveniente ou mais um aditivo para empurrar o problema com a barriga.
