Tornozeleira da Moda e Negócios em Alta: O Trafico de Pedro Gomes(MS) não é para amadores

Na movimentada Rua Artidoro Barbosa, número 145, a cena se repete com a precisão de uma novela das seis: o mesmo ator, o mesmo cenário, o mesmo crime. O ator Principal e estrela do espetáculo Valoni, nome que já soa como “reincidência” nos ouvidos dos policiais locais.

Segundo relatos de uma testemunha anônima (provavelmente um vizinho já de saco cheio), há dias a região vivia um movimento suspeito. Gente entrando e saindo, movimentos rápidos, aquele vai-e-vem que não combina com vendedor de Tupperware. O detalhe mais chique da denúncia: o suposto traficante estaria usando uma tornozeleira eletrônica. Sim, aquela mesma que deveria servir como um “lembrete gentil” de que o portador não deveria, digamos, retornar ao mercado ilegal.

Mas Valoni, ah, Valoni! Ele não é homem de se deixar abater por um simples dispositivo de monitoramento. Enquanto a tornozeleira provavelmente piscava calmamente, ele mantinha o seu delivery de drogas em pleno funcionamento. Tão eficiente que até aceitava Pix modernidade que os empresários brasileiros não abrem mãos.

A trama se desenrolou quando a polícia, após reforçar as rondas (de tanto receber ligações), flagrou um adolescente, de bicicleta, com 20 gramas de maconha. O garoto, mais honesto que o vendedor, confessou na hora: “Comprei do Valoni, lá na casa 145.” E ainda deu o número da transação.

A polícia então seguiu para o endereço já mais conhecido que a padaria da esquina. Valoni, ao ver as viaturas, tentou fugir. Mas, convenhamos, com uma tornozeleira no pé e a experiência de quem já foi abordado outras vezes, a fuga foi mais uma cena de pega, não pega, pegou!. Foi contido no próprio quintal, onde a busca revelou: mais 24 gramas de maconha, R$ 550 em espécie e um celular. Ou seja, o kit básico do empreendedor ilegal.

No final da noite, a delegacia recebeu: Valoni (de tornozeleira), a droga, o dinheiro, os celulares, a declaração médica e a sensação de que essa novela é do vale a pena ver de novo! Porque sim, esta não é a primeira vez. E provavelmente não será a última.

Enquanto a justiça espera, o crime não espera e ainda moderniza suas formas de pagamento. Valoni, por sua vez, segue fazendo da reincidência sua marca registrada. A tornozeleira, coitada, é apenas uma acessório. Que, claramente, não combina com nada, exceto com a paciência da sociedade.

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