Uma noite que deveria ser de reflexão e silêncio transformou-se em cena de violência na Sexta-Feira Santa em Pedro Gomes. Por volta das 22h, um pedestre que passava próximo ao DETRAN deparou-se com um homem caído no meio da pista, ensanguentado, com ferimentos na boca, nariz e ouvidos, olhos abertos, mas incapaz de responder a perguntas sobre sua identidade ou o que havia ocorrido. O socorro foi acionado imediatamente, e a vítima, em estado grave, foi levada ao hospital local, mas precisou ser transferida para a Santa Casa de Campo Grande(MS) devido à gravidade dos ferimentos.
A Polícia Militar iniciou as diligências e repassou o caso à Polícia Civil, que agora assume as investigações para esclarecer as circunstâncias, a autoria e os motivos do crime. Durante a apuração desta reportagem, informações de moradores indicaram a identidade do suposto agressor, diante desta informação a polícia civil espera prendê-lo nas próximas horas.
Segundo o hospital, a vítima não corre risco de morte, mas sofrerá sequelas permanentes devido à brutalidade do ataque. A sociedade pedrogomense, chocada, repudia veementemente o ato de covardia, independentemente das supostas condições da vítima, que, segundo relatos, teria histórico de envolvimento com álcool e substâncias ilícitas.
A população cobra uma apuração rigorosa e célere por parte da Polícia Civil, exigindo que a lei seja aplicada com severidade para que casos como este não se repitam no município. Enquanto a justiça é esperada, a comunidade lamenta que a data sagrada tenha sido manchada por mais um episódio de violência, reflexo de uma problemática social que precisa ser enfrentada com urgência.
O caso expõe não apenas a brutalidade individual, mas a falha coletiva em lidar com a violência estrutural. A condição da vítima não justifica o crime, porém, revela a necessidade de políticas públicas eficazes para combater o ciclo de dependência química e agressividade. A promessa de entrega do autor, se confirmada, não apaga a gravidade do ato. A lei deve ser exemplar, mas a prevenção, por meio de educação e saúde, é a única saída para evitar que tragédias como esta se tornem rotina.