Mulher de 33 anos é morta a golpes de foice em Campo Grande; caso é investigado como 22º feminicídio de MS em 2026

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Uma mulher de 33 anos, identificada como Joseane Oliveira Nunes, foi encontrada morta com graves ferimentos na cabeça no início da noite desta quarta-feira (19), dentro de uma residência localizada na Rua Luiz Hilário Campos Leite, na região do bairro Cristo Redentor, em Campo Grande.

O crime é investigado como feminicídio e, conforme as informações preliminares, seria o 22º caso registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas e encontraram Joseane já sem sinais vitais. Os socorristas chegaram a realizar manobras de reanimação, mas não conseguiram reverter o quadro. A morte foi constatada ainda no local.

Testemunha ouviu pedido de socorro

O chamado para o socorro partiu de uma pessoa que estava em frente a uma residência próxima, utilizando a internet, quando ouviu um pedido de ajuda.

Ao entrar no imóvel, a testemunha encontrou Joseane ferida e viu um homem de aproximadamente 19 anos deixando o local de bicicleta.

Outra testemunha relatou ter visto o companheiro da vítima fugindo em uma bicicleta azul. Durante a fuga, um celular Xiaomi preto teria caído em frente à residência. O suspeito seguiu em direção desconhecida.

Até o fechamento desta matéria, o homem ainda era procurado pelas forças de segurança.

Vítima deixa três filhos

Joseane deixa três filhos, com idades entre 11 e 17 anos.

O caso mobilizou equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Polícia Militar e Grupo de Operações e Investigações (GOI). A área foi isolada para o trabalho da perícia e coleta de evidências que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.

Joseane já tinha medida protetiva

Um dos pontos mais graves da investigação é que, segundo informações Joseane teria registrado uma medida protetiva de urgência após sofrer violência doméstica em junho, no bairro Jardim das Cerejeiras.

Ela e o principal suspeito mantinham um relacionamento havia aproximadamente quatro anos.

A existência de uma medida protetiva anterior poderá ser um dos elementos analisados pela polícia para esclarecer as circunstâncias do assassinato e eventual descumprimento de determinação judicial.

O caso segue sob investigação. A polícia trabalha para localizar o suspeito e esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.

Conteúdo sensível. A violência contra a mulher pode ser denunciada pelo Ligue 180, canal nacional de orientação e atendimento às mulheres em situação de violência.

Imagem: Reprodução

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