A proposta de reestruturação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro fundamenta-se na premissa de um Estado mínimo, defendendo o corte drástico de despesas administrativas e a desoneração fiscal como pilares para o crescimento econômico.
O plano econômico articula-se em torno da diminuição do número de ministérios, da extinção de milhares de cargos comissionados, em um modelo inspirado na redução de estruturas promovida no início de 2019, e da substituição do atual arcabouço fiscal por novas diretrizes de controle de gastos públicos.
Paralelamente, o discurso propõe uma revisão profunda na reforma tributária e na carga de impostos gerais, mirando a atração de investimentos privados e o combate a privilégios e supersalários.
Contudo, analistas econômicos e atores políticos ponderam que a efetivação de tais medidas esbarra na necessidade de negociações complexas e de aprovação prévia no Congresso Nacional, além de exigir maior detalhamento técnico sobre as fontes de compensação para eventuais perdas na arrecadação do governo.

