Vice denuncia gasto de R$ 1 milhão, aponta favorecimento e pede barrar cargos na Prefeitura de São Gabriel do Oeste

Rogério Rhor critica projeto do prefeito Leocir Montanha, expõe possível indicação de aliado e escancara racha político na gestão

O clima político esquentou de vez em São Gabriel do Oeste. O vice-prefeito Rogério Rhor veio a público para criticar duramente um projeto encaminhado pelo prefeito Leocir Montanha à Câmara Municipal que prevê a criação de novos cargos na administração.

Segundo Rhor, a proposta pode gerar um impacto superior a R$ 1 milhão por ano aos cofres públicos, valor que, segundo ele, poderia ser melhor aplicado em áreas essenciais.

“Dava pra comprar um ônibus para levar pacientes pra Campo Grande”, afirmou.

Projeto cria 6 cargos e aumenta gastos

A proposta prevê a criação de seis novas funções na estrutura da prefeitura:

3 superintendentes

2 diretores

1 assessor de comunicação

Os cargos de superintendência chamam atenção pelo salário: R$ 13.075,15 cada, o que eleva significativamente o custo da folha pública.

Suspeita de favorecimento

O ponto mais polêmico da denúncia é a suspeita de direcionamento político.

De acordo com o vice-prefeito, o cargo de superintendente de Tecnologia da Informação (TI) teria como destino o marido de uma secretária municipal.

A acusação levanta questionamentos sobre possível nepotismo cruzado,prática em que agentes públicos indicam parentes de aliados para driblar a legislação.

Racha dentro da própria gestão

A crítica não ficou só no projeto. Rhor escancarou um rompimento político com o prefeito e afirmou ter sido peça-chave na eleição de Montanha.

“Se esse cara está sentado nessa cadeira, é porque eu fui lá naquela madeireira mais de mil vezes convencer ele a ser o candidato”, disparou.

A fala mostra que a crise não é pontual, é interna e profunda.

Gestão sob pressão

Rhor também questionou o modelo administrativo adotado pela prefeitura, defendendo que é possível fazer mais com menos e criticando o aumento de cargos em meio a demandas básicas da população.

O aumento de despesas com pessoal pode pressionar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, o que tende a ampliar o debate na Câmara.

O que acontece agora

O projeto ainda será analisado pelos vereadores. Com a denúncia pública e o desgaste político, a tendência é de maior resistência à proposta.

A discussão agora sai do gabinete e vai direto para o debate público, com pressão popular e risco de derrota para o Executivo.

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