Uma bebê de aproximadamente 9 a 10 meses foi internada na tarde de segunda-feira (6), em Coxim (MS), após ingerir um pedaço de cigarro de maconha dentro da residência onde estava com a mãe. A jovem, de 18 anos, acabou presa em flagrante pela Polícia Civil por colocar a filha em situação de risco.
Segundo as informações apuradas, a mãe contou que percebeu a criança mastigando um objeto enquanto brincava na sala da casa. Ao verificar, identificou que se tratava de um pedaço de cigarro de maconha, reconhecido pelo odor. Ela retirou parte do material da boca da bebê, descartou o restante, ofereceu água e alimento e permaneceu observando a filha em casa.
Cerca de três horas depois, a criança começou a apresentar sonolência excessiva e febre, sendo levada ao Hospital Regional de Coxim. No atendimento, a equipe médica realizou lavagem gástrica por sonda, com retirada de conteúdo do estômago, e manteve a bebê internada na sala vermelha para monitoramento.
Durante o atendimento, os médicos consultaram o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox), que orientou a equipe sobre possíveis complicações da intoxicação por cannabis, como alteração do nível de consciência, convulsões, hipertermia e broncoespasmos. Por precaução, a criança permaneceu internada em observação pediátrica.
Após o caso ser comunicado às autoridades, a Polícia Civil instaurou investigação e efetuou a prisão da mãe. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a situação da criança e definir as medidas de proteção. Algumas publicações informam que a guarda provisória poderá ser encaminhada à avó materna ou outro familiar, medida que dependerá da avaliação dos órgãos competentes.
Pontos que ainda serão esclarecidos
A investigação busca responder diversas questões, entre elas:
Como a droga ficou ao alcance da bebê;
A quem pertencia a maconha encontrada na residência;
Se havia outras pessoas no imóvel no momento do ocorrido;
Se existiam situações anteriores de negligência ou risco envolvendo a criança;
Qual será a definição judicial sobre a guarda da bebê.
Até o momento, não há informação oficial indicando que a criança tenha sofrido sequelas permanentes, e ela seguia sob acompanhamento médico.
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