Em declarações firmes durante participação no Podcast do Noticidade, o deputado estadual Coronel David (PL) destacou a postura implacável das forças policiais de Mato Grosso do Sul no combate direto às facções criminosas. O parlamentar deixou claro que a polícia do Estado não dará trégua a bandidos e manterá uma ofensiva constante para barrar qualquer tentativa de controle de território.
“Há uma guerra declarada das forças de segurança contra essa entrada das facções aqui no Estado. Nós já tivemos vários acontecimentos em que a nossa força de segurança conseguiu neutralizar essa ameaça. E isso vai ter que continuar”, garantiu o parlamentar.
Ação da polícia faz bandidos fugirem de MS
Coronel David pontuou que o trabalho ostensivo e os levantamentos de inteligência da polícia têm desarticulado articulações do crime organizado vindas de outros estados, provocando a fuga de faccionados:
“As ações continuam sendo feitas, principalmente ações de inteligência no sentido de identificar quem são os integrantes que estão vindo para Mato Grosso do Sul. Mandados de prisão já estão sendo expedidos. Muitos, quando souberam da disposição da segurança pública do Mato Grosso do Sul de não dar moleza para esses bandidos, acabaram fugindo para outros estados. Alguns já abandonaram o Mato Grosso do Sul, mas os que ficaram aqui precisam ser combatidos com a maior dureza, com o maior rigor possível”, frisou.
Barreira contra o domínio territorial
Ao detalhar a estratégia das organizações, David alertou sobre o perigo de se ceder terreno à criminalidade e frisou que a presença enérgica da polícia é a única saída para preservar o cidadão:
“O que é que as facções querem? Elas querem ocupar o espaço. E a partir do momento em que elas ocupam o espaço, elas querem dominar a vida das pessoas. Tudo o que acontecer naquele território ocupado pelas facções, a última palavra é do chefe da facção. E isso é inconcebível. Aqui no Mato Grosso do Sul, nós não vamos permitir que isso aconteça”, advertiu.
Para o deputado, presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa (Alems), tolerar o avanço de facções significaria o colapso do poder público:
“Não bastasse a impunidade que campeia no Brasil, agora a gente ter ainda a dominação de parte do nosso território por facções é inconcebível. Seria a falência da segurança pública, e isso a gente não pode e não admite que possa acontecer”, concluiu o deputado, reiterando apoio total às ações duras da polícia sul-mato-grossense contra os criminosos.

