A decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou a candidatura de Jerson Domingos (União) ao cargo de deputado estadual em Mato Grosso do Sul trouxe um novo capítulo para o cenário político regional, redefinindo os desdobramentos das urnas após o pleito.
O cerne da questão jurídica que levou a Corte a acolher o pedido do Ministério Público Eleitoral — relatado pelo ministro Floriano de Azevedo Marques — girou em torno dos desdobramentos da conhecida Operação Omertà. De acordo com as investigações, Jerson Domingos responde a processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob a acusação de praticar o crime de impedimento ou embaraço a investigação de organização criminosa (em sua forma majorada). A movimentação da Procuradoria teve como objetivo primordial blindar o processo eleitoral da influência de facções e grupos criminosos.
Nas urnas, Jerson havia conquistado 16.884 votos no último domingo, resultado que inicialmente o colocaria como suplente da Federação União Progressista (União e PP). Contudo, com o impedimento definitivo do registro por unanimidade no TSE, o montante de votos perde efeito prático para a ocupação do cargo. A defesa do político informou que aguardará a publicação oficial do acórdão para avaliar a viabilidade de novos recursos.

