Operação Reboot: Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão, nos estados de SP, SC e RS, contra grupo que praticava fraudes eletrônicas em Mato Grosso do Sul

Atualidades

Na data de hoje (14), a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (D.E.R.C.C.) deflagrou a Operação Reboot, cumprindo 9 mandados de prisão e 25 mandados de busca e apreensão domiciliar nos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em desfavor de suspeitos de integrar organização criminosa voltada para a prática de fraudes eletrônicas e lavagem de capitais.

A operação, é resultado de investigação da Especializada a respeito de fraude eletrônica praticada contra uma agência bancária situada em Campo Grande, que causou o prejuízo de R$655.000,00 (seiscentos e cinquenta e cinco mil reais).

A fraude consistiu na utilização de falsas credenciais da instituição financeira, obtidas mediante profundo e ilícito levantamento de informações pelos integrantes da organização criminosa, que conseguiram se passar por funcionários de área estratégica.

A investigação demonstrou que o grupo criminoso atuava na prática destes ilícitos fraudulentos em âmbito nacional.

Com os elementos, a D.E.R.C.C. identificou os integrantes do grupo criminoso, deflagrando a Operação “Reboot”, para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar em desfavor dos suspeitos, que tinham seu núcleo nos Estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, de onde praticavam estes ilícitos cibernéticos por todo o Brasil, inclusive no Mato Grosso do Sul.

Para deflagrar a operação e cumprimento de todos os mandados judiciais, a D.E.R.C.C. contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de Santa Catarina, inclusive da Coordenadoria de Recursos Especiais – CORE deste Estado, bem como da Polícia Civil do Estado de São Paulo e de diversas unidades policiais do Estado do Rio Grande do Sul.

Na ocasião do cumprimento dos mandados de busca domiciliar, além da prisão dos investigados, foram apreendidos aparelhos celulares e dispositivos móveis, bem como substâncias entorpecentes encontrados na residência de um dos suspeitos, que resultou, também, em sua prisão em flagrante por tráfico de drogas.

A Operação Reboot recebeu esta nomenclatura fazendo menção a uma característica recorrente desta modalidade de crime cibernético: são praticados por indivíduos com histórico de crimes violentos e de gravidade elevada e que, em razão disto, ficaram presos por um determinado período de tempo, aprendendo esta nova modalidade delitiva nos presídios; quando retornam à sociedade, migram definitivamente para este novo campo ilícito, em razão do expressivo custo-benefício. Nesta investigação, verificou-se que os suspeitos de maior relevância possuíam extenso histórico de crimes graves e violentos, tais como tráfico, roubo majorado com arma de fogo e homicídio, que se enveredaram para os crimes fraudulentos pela Internet – como se tivessem realizado um “reboot”, um reinício, das atividades ilícitas, se valendo, contudo, de modalidades mais sofisticadas.

Os suspeitos foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de capitais, em penas que, somadas, podem variar de 8 a 21 anos, e encontram-se custodiados à disposição da Justiça.

Fonte: Jardim MS News

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