Criança com TEA sofre lesões em CEI de Pedro Gomes(MS) e caso é registrado na Polícia Civil mais uma vez!

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Um caso envolvendo uma criança de apenas 3 anos matriculada no Centro de Educação Infantil (CEI) Elvira de Jesus Farias está sendo investigado pela Polícia Civil de Pedro Gomes após o registro de um boletim de ocorrência feito pela mãe do menino.

Segundo o registro policial, a criança, identificada pelas iniciais O.B.O.C., é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), não verbal, e frequenta a unidade escolar em período integral.

De acordo com o relato da mãe, no dia 6 de julho ela recebeu uma ligação da diretora da escola informando que o filho estaria brincando em um brinquedo do tipo “castelinho” quando uma das portas teria caído sobre seu ombro. Conforme a diretora, ela não presenciou o acidente, apenas repassou as informações recebidas da professora responsável.

No dia seguinte, a mãe percebeu que o menino não conseguia movimentar o braço direito e o levou ao Hospital Demétria Albano Ramos, onde foi realizado exame de raio-X. Na ocasião, não foram constatadas fraturas.

Dias depois, uma professora comunicou que a criança apresentava dificuldades até mesmo para levar alimentos à boca. Como o quadro persistia, a mãe buscou atendimento com um médico ortopedista.

Após exames de ultrassonografia, o especialista diagnosticou bursite no ombro e deslocamento do cotovelo, informando, conforme consta no boletim de ocorrência, que a lesão seria compatível com uma tração violenta exercida sobre o braço da criança.

Ainda segundo o registro, a mãe afirma que o filho possui professora de apoio, porém nem ela nem as professoras regentes relataram qualquer episódio que pudesse explicar a gravidade das lesões.

A comunicante também relatou outro episódio anterior que aumentou sua preocupação com a segurança do filho. Segundo ela, em determinada ocasião, uma tia da criança foi buscá-la na escola e a professora de apoio informou que o pai já havia retirado o aluno. No entanto, ao perceber que a mochila permanecia no local, a familiar insistiu nas buscas, sendo o menino encontrado sozinho na biblioteca da unidade.

A mãe afirmou à Polícia Civil que ficou indignada por não ter sido informada sobre a real dimensão do ocorrido. Segundo ela, se soubesse da gravidade da situação, teria procurado atendimento médico imediatamente.

O laudo médico foi entregue à Polícia Civil juntamente com o boletim de ocorrência, e o caso deverá ser apurado para esclarecer como as lesões ocorreram e se houve eventual responsabilidade por parte de servidores ou da instituição.

O caso também reacende um debate recorrente em Pedro Gomes sobre a atuação do Conselho Tutelar.  Moradores e familiares relatam que situações envolvendo possíveis violações de direitos de crianças já teriam sido levadas ao conhecimento do órgão em outras ocasiões, sem que providências efetivas fossem percebidas pela população. 

Há ainda reclamações de que, em alguns casos, a gestão municipal buscaria dialogar com as famílias para evitar que os episódios fossem levados adiante.

Diante da gravidade das denúncias, espera-se que o Conselho Tutelar exerça seu papel de forma independente, adotando as medidas cabíveis para garantir a proteção integral da criança, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Até o momento, a direção do CEI Elvira de Jesus Farias não se manifestou publicamente sobre o caso.

O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Educação e da direção da unidade escolar.

Fonte: Polícia Civil

Imagem: Conexão PG News

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