Dr. Paulo Veron e Angelo Guerreiro se unem por projeto de poder após anos de brigas

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A política de Três Lagoas resolveu dar mais um show de sem-vergonhice e provar que, no tribunal do oportunismo, a coerência é a primeira que morre. Em uma demonstração explícita de falta de caráter político, o ex-vereador Paulo Veron e o ex-prefeito Angelo Guerreiro, que até ontem fingiam se odiar publicamente, decidiram engolir o próprio cuspe e se deitar na mesma cama pelo poder. É o nascimento de uma versão da shoope de Lula e Alckmin, onde o ódio de fachada dá lugar ao abraço de afogados por puro interesse eleitoral.

A dobradinha do cinismo para 2026
O plano dessa união é desenhado com o mais puro óleo do oportunismo: Guerreiro quer usar o eleitorado para cavar uma vaga de deputado estadual, enquanto Veron, na base da carona, quer se arrastar até uma cadeira na Câmara Federal.

O que essa dupla esquece é que o eleitor não sofre de amnésia coletiva:

Angelo Guerreiro x Veron do passado: O ex-vereador usava a tribuna da Câmara para despejar ataques contra a gestão de Guerreiro, posando de paladino da moralidade e “único herói” contra a corrupção local. Era o principal caçador de contratos suspeitos, inclusive o da fatídica fraude na licitação do lixo. Na época, Veron enchia o peito para falar da condenação na Vara de Fazenda Pública que anulou o contrato, exigiu o ressarcimento de R$ 7,3 milhões aos cofres públicos, proibiu a empresa de contratar com o município e ainda cassou os direitos políticos de Guerreiro por oito anos, ou seja, fraudes em contrato de lixo.

Angelo Guerreiro x Veron de hoje: Abraçados politicamente no mesmo grupo, onde Veron chamava de incompetente, agora provando que o discurso sempre foi encenação para inflar o próprio ego e barganhar espaço.

A pergunta que fica é simples: se Guerreiro, condenado por fraude no lixo, era o corrupto da administração de Três Lagoas, que Veron pintava nos quatro cantos da cidade, o ex-vereador se aliou ao “mal”? Ou será que Veron sempre foi um mentiroso e conivente que apenas enganava o povo com discursos teatrais na tribuna e realmente não se imposta com corrupção? Em qualquer uma das respostas, a máscara caiu.

A rasteira nos bastidores e a perda da dignidade
Para deixar a história ainda mais interessante, Veron conseguiu a proeza de ser passado para trás antes mesmo da campanha começar. Nos bastidores, a fofoca é que Guerreiro, como um autêntico “velhaco” da política, articulou a ida de Veron para o Republicanos, prometendo que iria junto. Veron, cego pelo poder, mudou de partido feito uma marionete. Na hora H, Guerreiro deu as costas, permaneceu no PSDB e deixou Veron isolado, segurando a broxa e sem a escada.

Mesmo sendo passado para trás, Veron continua balançando o a traseira atrás do novo padrinho político, gerando nojo até mesmo nos seus antigos aliados, que não engolem essa falta de espinha dorsal.

O sepultamento da identidade política
Ao se humilhar publicamente para se juntar a Angelo Guerreiro, Paulo Veron cometeu um suicídio político em praça pública, jogando no lixo a única coisa que lhe dava relevância: a pose de independente e opositor. Agora, ao carregar o caixão da própria coerência, ele vai ter que encarar o eleitor nas ruas com a cara de pau de quem vendeu a alma por uma legenda e um apoio utópico.

Essa aliança escancara o esgoto da velha política local, onde o ódio vira amor e o insulto vira elogio assim que um carguinho público entra em jogo. Em 2026, restará ao cidadão de Três Lagoas decidir se vai aceitar ser tratado como idiota por essa dupla de conveniência ou se vai dar o troco nas urnas contra essa palhaçada.

Fonte: https://ddd67.com.br/lula-e-alckmin-de-tres-lagoas-dr-paulo-veron-e-angelo-guerreiro-se-unem-por-projeto-de-poder-apos-anos-de-brigas/

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