Entre o lazer e a modernização: O futuro do som automotivo em Sonora divide opiniões e cobra respostas da Prefeitura

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A reforma do Balneário Municipal de Sonora colocou em evidência um impasse antigo: o espaço tradicionalmente utilizado por praticantes de som automotivo desde 2008. Enquanto obras de revitalização avançam no local, o que incluiu a retirada temporária de uma placa que sinalizava a área autorizada, um grupo com mais de 150 pessoas busca segurança jurídica e clareza sobre o futuro da atividade.

O tema chegou ao Legislativo municipal por meio da Indicação nº 13/2026, apresentada pela vereadora Clotilde de Sousa Silva Castro e assinada em conjunto com o vereador Joaquim Cassiano Teixeira, além do apoio do parlamentar Douglas Azia. A proposta defende que, após a conclusão das obras, o município mantenha ou crie um espaço específico para o segmento, regulamentando o uso por meio de decreto. A ideia é estabelecer dias, horários e normas claras de convivência e fiscalização, conciliando a modernização do espaço público com uma manifestação cultural e de lazer tradicional na rotina do município.

A discussão ganhou repercussão adicional após especulações em publicações locais relacionarem o fim da área a exigências do Ministério Público (MPMS). No entanto, o levantamento aponta que não há registro de documentos ou termos formais do MPMS que determinem especificamente a proibição da atividade no Balneário, ressaltando a necessidade de separar exigências ambientais de boatos sobre encerramentos sumários.

Procurada pela reportagem, a prefeita de Sonora negou que o som automotivo vá ser proibido no município, classificando a informação como falsa e pontuando que a gestão não possui impedimentos ou posturas contrárias a manifestações desse tipo. Contudo, para a comunidade e os vereadores envolvidos, a declaração deixa em aberto a principal questão prática: como ficará o tradicional ponto de encontro após o término das reformas?

O grupo reforça que não reivindica autonomia irrestrita, mas sim regras transparentes que permitam a preservação de um espaço histórico de convivência. Agora, a definição sobre o futuro do Balneário Municipal e a regulamentação da atividade permanecem nas mãos da gestão municipal, que tem o desafio de equilibrar desenvolvimento urbano, o direito ao lazer e a harmonia entre todos os frequentadores.

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