Menos de um ano após ser revitalizado, o forro do Espaço Cultural de Pedro Gomes voltou a desabar. O colapso da estrutura reacende graves dúvidas sobre a qualidade do serviço executado, a eficácia da fiscalização e o uso do dinheiro público.
O histórico e os riscos
- Problemas desde a execução: Em agosto de 2025, o Conexão PG News já havia apontado falhas na obra — como fiação instalada em vigas metálicas corroídas —, cuja promessa da gestão era de substituição posterior.
- Risco à segurança: O novo incidente expõe os frequentadores a riscos de acidentes graves, agravado pelo fato de o local ter sediado recentemente encontros com autoridades políticas (como o governador Eduardo Riedel e o senador Reinaldo Azambuja). Não há registro de feridos, mas o potencial de tragédia em eventos públicos foi levantado.
Questionamentos financeiros e contratuais
- Valores e aditivos: A revitalização da praça central e do espaço (Concorrência Eletrônica nº 010/2024) foi orçada inicialmente em R$ 807.999,00.
- Falta de transparência: A prefeitura precisa esclarecer quantos termos aditivos foram firmados, o acréscimo real nos valores e o montante efetivamente pago após o confronto entre contrato, medições e notas fiscais.
Cobranças e responsabilidades
Cabe agora à administração municipal e aos responsáveis técnicos responderem se:
- A empresa foi acionada e se o serviço está coberto por garantia;
- Houve vistoria técnica rigorosa antes da liberação do espaço;
- O recebimento da obra ocorreu com a verificação de todos os itens do contrato.
O Conexão PG News segue cobrando esclarecimentos públicos da Prefeitura, reforçando que obra pública de qualidade precisa resistir ao uso real e respeitar o investimento do contribuinte.





